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REIT (Real State Investment Trust) o que são?

REIT (Real State Investment Trust) o que são?

Conhecidos simplesmente como REIT (Real Estate Investment Trust), tratam-se de fundos que se dedicam exclusivamente a investimentos em ativos imobiliários. São sociedades de investimento cotadas em bolsa que investem em imóveis.

Estes veículos de investimento permitem aos investidores privados, grandes ou pequenos, comprarem pequenas posições de várias carteiras de imóveis, obtendo lucros com esses arrendamentos, que são posteriormente distribuídos na forma de dividendos.

Entre os imóveis para arrendamento de longa duração podem estar incluídos desde edifícios de escritórios ou centros comerciais, hotéis ou apartamentos.

Em território nacional, como disse Pedro Siza Vieira no Portugal Real Estate Summit, o objetivo passa por “trazer investimento para o arrendamento“.

“Com isto estamos a colmatar uma falha de mercado que precisa de uma resposta que não está a ser dada. Esperamos que com isto possamos dar um contributo para o aumento da habitação a preços acessíveis nas cidades“, acrescentou.

Os REIT nasceram em 1960 nos Estados Unidos, criados pelo Governo de Dwight D. Eisenhower que decidiu dar oportunidade a todos os investidores, especialmente aos mais pequenos, de investirem em imóveis que geram rendimento. Pela primeira vez, foi possível a estes investidores aplicarem as suas poupanças em imóveis comerciais, algo que antes só era possível através de grandes intermediários financeiros.

Desde então estes veículos têm vindo a ganhar popularidade. Nos EUA, de acordo com os dados da National Association of Real Estate Investment Trusts (NAREIT), estima-se que estes veículos de investimento possuam atualmente mais de três biliões de dólares (2,6 biliões de euros) em ativos. Conquistam as poupanças de mais de 80 milhões de cidadãos norte-americanos.

O sucesso nos EUA, rapidamente atravessou o Atlântico. Na Europa já estão presentes em vários países, como a Bélgica, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Itália, França. Espanha não é exceção, sendo conhecido como SOCIMI.

No final de 2017, as SOCIMI detinham um total de ativos imobiliários de cerca de 35 mil milhões de euros, bastante mais do que os oito mil milhões verificados quatro anos antes.

A lógica por detrás do funcionamento dos REIT é muito semelhante à dos fundos de investimento imobiliário, sendo a principal diferença o facto de no caso do REIT as unidades de participação estarem admitidas à negociação, tornando mais fácil o investimento por parte de pequenos aforradores.

O valor dos títulos é definido diariamente em bolsa pelas ordens que são dadas pelos investidores, tanto de compra como de venda de cada uma das unidades. Ou seja, o valor depende da procura e da oferta, mas também da expectativa que os investidores têm, ou não, de valorização dos imóveis e dos rendimentos gerados por estes.

Os lucros são divididos anualmente pelos investidores sob a forma de dividendos. Normalmente correspondem a 80% ou 90% do resultado obtido com os arrendamentos.

Os REIT foram criados com o objetivo de permitir a qualquer pessoa — desde os pequenos aos grandes investidores — investirem em imóveis para obterem rendimentos, seja através da valorização dos imóveis, seja dos retornos gerados por estes.

Qualquer pessoa pode investir num REIT. Mas como? Através da compra dos títulos dessa sociedade mediante a ordem colocada junto de um qualquer corretor, tal como se de um investimento em bolsa se tratasse.

Os investidores devem, no entanto, procurar aconselhamento junto de um especialista antes de tomarem a decisão.

Investir em REIT, tal como em qualquer outro veículo de investimento, tem os seus prós e contras. A primeira vantagem é que o investidor não precisa de adquirir um imóvel para ser proprietário dele, nem precisa de se preocupar com a sua gestão. Mas um dos pontos principais para quem investe em REIT são os dividendos bastante atrativos que oferecem (mesmo considerando a fiscalidade que racai sobre estes).

Outro ponto forte é a liquidez que os REIT oferecem, uma vez que são vendidos e comprados como ações. Aqui, sempre que um investidor quiser resgatar o dinheiro que tem investido num REIT, pode fazê-lo sem depender da liquidez que o REIT tem. Já num fundo de investimento, por exemplo, esse resgate acontece apenas se o fundo tiver liquidez.

Em termos de transparência, os REIT também saem a ganhar, uma vez que, estando cotados em bolsa, são regulados e auditados com mais frequência. Comparando novamente com os fundos de investimento, os relatórios são, na maioria das vezes, publicados mensal ou anualmente.

Entre as desvantagens, além das comissões de gestão que são cobradas aos investidores, há ainda o risco de mercado. Ou seja, o valor investido não está garantido, estando sujeito às flutuações das cotações nos mercados.

Fonte: economia online

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