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Fim dos Vistos Gold?!

Fim dos Vistos Gold?!

BE defendeu no Parlamento o fim dos vistos gold, uma “ferramenta de especulação imobiliária” através da qual Portugal “vende direitos de cidadania”, mas o projeto de lei, que é votado hoje (11 de janeiro de 2019), será chumbado por PSD, PS e CDS-PP. No ano passado, foram concedidos 1.409 “vistos dourados” e investidos no país 838 milhões de euros.

Antes do debate que decorreu na tarde de quinta-feira (10 de janeiro de 2019), o deputado do BE José Manuel Pureza disse, citado pela Lusa, que o PS tinha a responsabilidade de decidir se Portugal iria continuar a “vender a sua cidadania a troco de dinheiro”.

Mais tarde, na sua intervenção no plenário, o deputado insistiu que “um país que se leva a sério não vende direitos de cidadania”, considerando que os vistos gold “são apenas uma ferramenta de especulação imobiliária e, à boleia, também de práticas de corrupção e de branqueamento de capitais”.

“Em 2012, o então ministro Paulo Portas fez o discurso do fingimento. Assegurou que aceitar a figura dos vistos gold em Portugal era essencial para captar investimento estrangeiro criador de emprego. Fingimento puro porque dos 6.962 vistos gold atribuídos entre 2012 e 31 de dezembro de 2018, só 13 o foram associados a investimentos comportando a criação de postos de trabalho”, criticou.

Segundo Carlos Peixoto, deputado do PSD, o regime dos vistos gold “não é perfeito e pode envolver riscos, mas o radicalismo da sua extinção total é desproporcionada e é desadequada”. “Se verdade fosse que este programa potencia a criminalidade e a corrupção, então reforcem-se os meios, que é aquilo que fazem vários países”, referiu, revelando que o PSD votará contra o projeto do BE de eliminar os vistos gold.

Pela bancada socialista coube a Filipe Neto Brandão as críticas ao projeto do BE, considerando que “acabar pura e simplesmente com os vistos gold não é razoável, nem é útil”. “Não há ninguém com responsabilidades governativas que possa sustentar que à economia portuguesa sejam indiferentes quatro mil milhões de euros ou que Portugal possa ou deva desperdiçar semelhantes montantes”, afirmou.

Já António Filipe, deputado do PCP, começou a sua intervenção por anunciar o voto a favor do fim dos vistos gold, alegando que “a autorização de residência em Portugal não deve ser comprada, deve ser para quem merece”.

Do lado do CDS-PP, o deputado Telmo Correia elogiou “o sucesso” que os vistos gold são para atração de investimento, considerando “bom que Portugal tenha este instrumento”, pelo que o partido votará contra a iniciativa do BE.

Fonte: Idealista

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